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Simone fala sobre show em Aracaju
postado em: 07/04/2010
Notícias da Orla de Atalaia

A cantora Simone traz a público um show essencial, sereno e fiel às próprias convicções. 'Na Veia', chega a Aracaju nesta quarta-feira, 7 de abril, no Teatro Tobias Barreto, após ter passado por nove capitais brasileiras em 2009 e tem a direção de José Possi Neto. Na tarde desta terça-feira, 06, a cantora concedeu entrevista coletiva à imprensa em um hotel na Orla de Atalaia, onde falou sobre a carreira e em especial sobre o novo trabalho que representa toda sua maturidade artística, isso após um período de cinco anos em que se dedicou a trabalhos com outras intérpretes brasileiras como é o caso de Zélia Duncan, que resultou na gravação de um DVD, entre outros projetos que de certa forma a afastaram do estúdio para a formulação de seu próprio CD.

E assim surgiu 'Na Veia', o primeiro disco de canções inéditas da intérprete após o Baiana da Gema, gravado em 2004, no qual homenageou Ivan Lins. O resultado é completamente distinto de seus trabalhos anteriores, mas com cara de Simone. O amor, um dos assuntos mais constantes na discografia da intérprete, também predomina neste novo show, mas sob um enfoque mais amplo: não coincidentemente, a mulher, o sujeito principal das canções aqui, expõe livremente seus desejos, seduz, põe fim à relação e também anseia por liberdade. Tanto as composições quanto a interpretação precisa e sutil conferem uma abordagem contemporânea e atual ao tema mais recorrente no cancioneiro do Brasil, como explica José Possi Neto:

"Meus discos sempre expressaram o amor, a paixão, sentimentos intensos assim como a minha vida. Sempre cantei, e isso não vai mudar, movida pelo amor e pela intensidade da vida, das minhas experiências como pessoa que ama, sofre, mas acima de tudo tira sempre algo bom de suas experiências. Na Veia é assim, repleto de amor, de paixão, desejo e muita alegria, um trabalho com muito romance, mas também com samba, um dos ritmos de que mais gosto e está presente sempre em meu repertório. Trago também algumas releituras de clássicos da nossa música, como Gonzaguinha, Lulu Santos, Rita Lee, e músicas do meu repertório e que há muito tempo eu não cantava", revela Simone.

E essa paixão vem pelas mãos de compositores em sua maioria já gravados pela intérprete, "A seleção das músicas para compor o repertório foi feita da maneira tradicional, pois tenho o costume assim que começo a pensar num trabalho novo de ligar para as pessoas (compositores), e pedir mesmo algumas músicas, que tenham é claro o que preciso, ou seja, o sentimento ou o tom que quero dar ao CD e assim foi, liguei para a Adriana Calcanhoto que me ofereceu duas músicas e fiquei com as duas, de Paulo Padilha, um jovem compositor de São Paulo que traz consigo o estilo do samba paulistano e fez uma música maravilhosa. Nesta vez também falei com Erasmo Carlos que também me ofereceu duas pérolas, que nem tive como pestanejar, gravei as duas. Mas, também há os tradicionais aqueles que sempre colaboram com o meu trabalho como é o caso do Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Marina, Abel Silva e até uma música de minha autoria em parceria com Hermínio Bello de Carvalho. Só posso dizer que é muita coisa boa reunida", destaca a cantora.

Autor de clássicos na voz de Simone, como Jura Secreta e Alma, Abel Silva também marca presença com Pagando Pra Ver, um ‘blues feliz’ segundo ele próprio, em parceria com Nonato Luis. Martinho da Vila, a quem a ‘cigarra’ já dedicou um disco inteiro na década de 90, também traz a novíssima Na Minha Veia (com Zé Catimba). Simone Na Veia, o show, segue na cadência do samba com Paulinho da Viola, que marca presença com Ame (“esta canção é tudo que eu acho e acredito do amor”, contextualiza a cantora) e Deixa Eu Te Amar, um sucesso de Agepê, que aqui aparece completamente despido e renovado, e chega até a parecer um clássico de...Simone.

Completam o roteiro do show Certas Coisas – clássico de Lulu Santos - , Perigosa (primeira incursão de Simone no repertório de Rita Lee), além de canções do repertório de Simone que ela já não cantava há muito tempo, como Tô Que Tô (Kleiton e Kledir), Paixão (Kledir) e Face a Face (Sueli Costa/Cacaso), esta última do antológico álbum homônimo de 1977. O restante são surpresas.

Simone Na Veia atesta, após 36 anos de carreira, o gosto que a ‘cigarra’ tem em cantar, e o quanto este prazer permeia cada poro deste show, tornando-o, acima de tudo, um espetáculo de Simone.

Além da direção e de dividir o roteiro com Simone, José Possi Neto assina também a luz e a direção de arte do espetáculo. A cenografia, a cargo de Jean Pierre Tortil, se baseia em sobreposições de transparências e brilhos que conferem, no plano físico, a leveza que permeia o conceito do espetáculo

Fonte:Emsergipe

 

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