
Foi preciso pique para acompanhar as 24
horas de programação da I Virada
Cultural de Aracaju, realizada no
sábado, 20. Durante todo o dia foram
realizadas atividades artísticas,
culturais, recreativas e esportivas em
28 pontos da cidade. A iniciativa da
Prefeitura de Aracaju foi um marco na
história da capital, pois ofereceu
opções de entretenimento variadas e
gratuitas, atingindo todos os públicos e
inserindo Aracaju no roteiro das cidades
que realizam grandes circuitos
culturais.
Foram mais de 30 apresentações de teatro
e dança que aconteceram nas ruas e em
salas de espetáculo; seis horas de
apresentação de filmes na Ponte do
Imperador; cinco polos com shows de
atrações locais, como Gladston Rosa,
Mingo Santana, Cartel de Bali e Amorosa,
e ainda nomes como Chico César, MV Bill
e João Bosco, conhecidos nacionalmente.
A madrugada no Beco dos Cocos, no Centro
da cidade, foi dedicada à música
eletrônica, com mais seis horas de show
que seguiram até o amanhecer.
A ponte do bairro Industrial foi o
cenário das apresentações do movimento
hip hop, com batalhas de ‘break',
grafite e basquete de rua. A tradição
circense pode ser conferida em frente ao
Shopping Riomar, onde foram apresentados
espetáculos de vários circos. Grupos
folclóricos seguiram em cortejo pelas
ruas do Centro da cidade. Diversas
oficinas e atividades esportivas
ocorreram durante todo o dia.
Para quem queria relaxar, o projeto Rua
Viva, no calçadão da 13 de Julho, trouxe
atividades como yoga e meditação, além
de proporcionar mais contato com a
natureza. No encerramento da I Virada
Cultural, no início da manhã do domingo,
o encontro de sanfoneiros animou o café
da manhã tipicamente nordestino nos
mercados municipais.
Cinema
A partir das 18 horas, a Ponte do
Imperador se tornou uma sala de cinema
ao ar livre, com exibição de produções
sergipanas e nacionais. Um dos destaques
da noite foi o filme ‘O Homem que
Engarrafava Nuvens', documentário sobre
a vida e a obra de Humberto Teixeira,
compositor da música ‘Asa Branca',
conhecido popularmente como o ‘Doutor do
Baião'.
O curta-metragem ‘Grávido', dirigido por
Ítalo Lucas, foi exibido pela primeira
vez durante a Virada Cultural. Para o
diretor, a exibição foi uma pré-estréia,
uma oportunidade de divulgar seu
trabalho. "Gostei de ver os curtas
exibidos, alguns eu já conhecia, outros
assisti pela primeira vez", contou
Ítalo.
O administrador Lauder Souza disse que o
evento ajuda a desenvolver o lado
cultural de várias formas. "Vejo que a
organização não se preocupou apenas em
divulgar os grupos culturais, mas também
filmes que não vemos no cinema. Isso é
muito valioso. Depois daqui vou curtir
os shows no bairro Industrial", revelou.
Manutenção
Na opinião da estudante de teatro Sandy
Soares, a Virada Cultural foi muito
importante, pois funcionou como uma
vitrine. "É uma oportunidade de
mostrarmos o que está sendo produzido na
universidade. O aniversário da cidade
nunca foi tão bem comemorado. Foi uma
iniciativa que deu certo e tem que ser
feita várias vezes", opinou.
Para a Maicyra Leão, coordenadora do
curso de Teatro da Universidade Federal
de Sergipe (UFS), essa foi uma grande
iniciativa. "Tenho muitos amigos em
outros estados que tiveram uma visão
muito positiva da programação. Mas, para
muitas pessoas, esse ainda é um
acontecimento estranho, novo. Por isso é
necessário que haja eventos
preparatórios, que criem expectativa
para que as pessoas se organizem para
participar das atividades da Virada
Cultural, como já acontece com o Projeto
Verão", analisou.
Circuitos
A Virada Cultural vem se somar aos
outros circuitos que já acontecem na
capital, como o ‘Arte em Toda Parte',
criado em 2007 para levar arte, diversão
e entretenimento para os bairros da
capital. Outro circuito que já se firmou
no calendário de eventos oficiais da
cidade é o ‘Projeto Verão', que reúne
atividades esportivas, recreativas e
shows musicais na Orla de Atalaia
durante a alta estação. Fonte: Emsergipe |